Um breve histórico do Comércio Exterior do Brasil

Histórico do Comércio Exterior do Brasil

Um breve histórico do Comércio Exterior do Brasil

 

UM BREVE HISTÓRICO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL

Para que possamos entender o comércio exterior do Brasil, hoje, e pensarmos nos próximos avanços (ou retrocessos), é importante conhecer o histórico deste comércio e de suas influências ao longo do tempo:

1940 – II Guerra Mundial

Momento em que o Brasil entrou mais efetivamente no comércio internacional, exportando produtos primários e alguns manufaturados para os países da Europa que estavam envolvidos no esforço de guerra. Com o término da Guerra, em 1945, os países que eram importadores exigiram que o Brasil também importasse. Portanto, de 1940 a 1945, passamos de exportador a importador.

1954 – Siderurgia

Um marco de um país que pretenda ser industrial, o Brasil implantou sua indústria siderúrgica. E a implantação desta indústria gerou uma série de outras indústrias que utilizam o aço para seus produtos.

1960 – Montadoras de Automóveis

Neste ano, o Brasil passa a fabricar seus próprios automóveis, outro fator delimitativo de uma economia industrial. A fabricação de automóveis, durante décadas, era uma característica de países industrialmente fortes ou potencialmente industriais.

1970 – O Modelo Exportador Brasileiro

Neste período o Brasil adotou a política de incrementar fortemente as exportações, com incentivos e créditos nunca antes propiciados, incluindo diversas medidas entre as quais um instrumento de estímulo chamado “crédito-prêmio”, que devolvia em moeda, ao exportador, um determinado percentual sobre o valor exportado. O lema do período era “exportar é o que importa”. E o Brasil entrou no processo exportador.

1974 – A Substituição de Importações

Nesta fase que se iniciava, podemos dizer que o Brasil passou pelo céu e pelo inferno. Com toda a crise do petróleo e com o preço do barril atingindo patamares nunca igualados, com a taxa de juro internacional mais do que dobrando, e com o mercado mundial em crise, a política econômica adotada (e planejada) preparou o Brasil para o futuro, estimulando a substituição de importações, incentivando a indústria de base (indústria de máquinas) e investindo pesadamente em energia, telecomunicações e transporte. O Brasil se habilitava para ser um país de economia forte.

1980 – Protecionismo

As bases da economia, planejada na década de 70, não tiveram continuidade neste período. O advento da automação e do processamento da informação no mundo, não foi acompanhado pelo Brasil, que adotou uma política protecionista, onde, por vários anos, para se importar um computador tínhamos que ter autorização especial, mesmo que esse computador fosse para aumentar a produção para exportação. E muitas empresas perderam a competitividade e o caminho natural da economia.

Enquanto se protegia a indústria nacional de “hardware”, por exemplo, a nossa indústria de “software” não tinha qualquer incentivo. Paradoxalmente, hoje, temos uma indústria de “software” crescente e uma indústria de “hardware” reduzida. Foi uma década em que o mundo cresceu e o Brasil se fechou.

1990 – A Abertura do Comércio Internacional

Em 1990, o Brasil desagravou e liberou as importações, abriu o mercado para a concorrência estrangeira, o que, no primeiro momento, em função do protecionismo da década de 80, causou uma série de implicações internas, com as importações chegando mais baratas do que o produto interno, e muitas indústrias e setores industriais sofreram para se ajustarem. Entretanto, no final da década, o Brasil já tinha a maioria das suas empresas voltando a ser competitivas, tanto no mercado interno quanto no mercado externo.

Um breve histórico do Comércio Exterior do Brasil

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Imagem: loggi

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